“Eu trouxe essa inspiração de poeta desde menino, acho que nasci poeta, Deus me fez poeta.“
Francisco Santos de Souza, conhecido popularmente como Poeta Capitão, nasceu no sítio Serrado do Mato, no município de Missão Velha – CE, no dia 10 de setembro de 1963. Desde a infância, Capitão se encantou pela tradição da cantoria. Filho de Isaura Santos de Souza e José Henrique de Souza, atualmente reside em Barbalha – CE, para onde se mudou no final da década de 1970.
Aos 12 anos, Capitão já acompanhava muitas cantorias e sentia uma forte admiração pelos cantadores que assistia. No entanto, sua grande paixão era o acordeon, e ele sonhava em tocar esse instrumento. Com o tempo, ao ouvir muitos cantadores, a viola foi ocupando espaço a ponto de despertar seu desejo de também ser cantador. Naquela época, trabalhava na zona rural e utilizava parte do seu dinheiro para participar dos shows dos poetas que aconteciam nas redondezas.
No final da década de 1970, decidiu arriscar-se na profissão de cantador. Com 29 anos, chegou a Barbalha, onde havia muitos repentistas. Porém, sem condições financeiras para comprar uma viola, resolveu fazer uma própria, de forma artesanal. Recortou uma parte de uma palmeira, colocou sobre uma cuia e começou a tocar. “a viola não tinha o som, mas a ‘zuada’ era quase a mesma coisa”. Foi com essa viola que ele começou a criar seus primeiros versos e a conquistar seu público.
Capitão conta que os cantadores da região não queriam cantar com ele, pois o consideravam apenas um “aprendiz”. Mas, em uma oportunidade, outro poeta improvisou algumas rimas com ele e gostou do resultado:
— “Rapaz, eu brinquei com você um pouquinho, gostei. Vamos cantar?”
— “Mas eu não tenho uma viola.”
— “Eu te dou a minha viola e compro outra para mim.”
“Aí pegamos o violão, improvisamos a viola e começamos a cantar. Quando foi com poucos, começaram a me procurar”. Assim, Capitão começou a receber convites para cantorias e a viajar. “Aí comecei a aparecer, fui aparecendo e cantando… Aí cheguei onde eu queria chegar”.
O pseudônimo “Capitão” surgiu quando ele formou um time de futebol no bairro e se tornou o capitão da equipe. Ele relata: “quando eu chegava no campo, os caras falavam: ‘lá vem o capitão, o capitão do time’. E esse nome pegou, colou mesmo, não saiu mais”.
Atualmente, o poeta não faz da cantoria sua única profissão; ele também trabalha em construções e se dedica à cantoria apenas em eventos específicos e nas localidades onde é convidado a participar. “Passei seis anos fazendo profissão direta, mas não dava para ganhar como eu ganho na construção. deixei a viola mais para os eventos… a cantoria de 15 em 15 dias… mês em mês… porque o público é pouco”.
Ele observa que há hoje uma grande quantidade de bandas e cantores, o que tem contribuído para a perda de popularidade da cantoria. De acordo com suas impressões, o público que antes via a cantoria como forma de entretenimento agora se encontra, quase unanimemente, em outros tipos de shows. A maioria das cantorias remanescentes, segundo ele, acontece na zona rural, onde a tradição ainda é mantida com certa frequência.
Capitão acredita que estudar e trabalhar a poesia é fundamental para que o repentista se torne um bom poeta. Além disso, ele ressalta a importância da humildade e da perseverança: “É preciso ouvir críticas e insistir nas falhas para melhorar”. Ele revela que, quando um de seus versos não metrifica, tenta duas ou três vezes para acertar, aprimorando sua arte de versejar.
“Se eu não fosse cantador, gostaria de ser um cordelista e escrever poesia também. Eu amo a poesia. até que tem muito cordelista que tem vontade de cantar e não canta, né? [que] sabe escrever talvez melhor do que a gente, mas num faz o repente que a gente faz, não desenvolve como a gente”
Capitão acredita que levar a poesia para as escolas através dos repentistas é fundamental para incentivar os alunos. Um encontro com um poeta pode despertar o interesse de um aluno pela arte, potencialmente formando um novo cantador.
Atualmente, Capitão possui um DVD gravado em festival, dois CDs gravados ao lado do poeta Zé Joel e alguns cordéis publicados, com títulos como “Amanhecer no Sertão”, “O Sol que Nasce é para Todos” e “O Lugar que Eu Nasci e Me Criei”.
O Poeta Capitão se define como um poeta simples, que faz da cantoria sua melhor arte: “Sou um poeta que ainda está na ativa. Já estou avançado da idade, mas ainda tenho interesse em ir em frente”. Ele se sente satisfeito com sua vida profissional e acredita que ainda há muito a mostrar.

(A entrevista aconteceu no dia 03/05/2018 na residência do poeta, para o projeto De Repente em Ação).
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